quarta-feira, 22 de julho de 2015

Restaurantes Pet Friendly – Vamos Juntos?


Vamos! Claro! Porque nestes restaurantes, além de fazerem parte da elite gastronômica de São Paulo, seu pet é bem-vindo!
Viva!!!

Mas não se esqueça de algumas normas de etiqueta indispensáveis em todos eles:

-  Coleira sempre! “Pet friendly” (amigável aos animais) não significa “pet messy” (para bagunça de animais). Então tenha certeza que terá controle sob seu amigão.
-  A maioria destes estabelecimentos oferece tigelinha com água, mas na dúvida, leve o recipiente de seu animalzinho.
-  Muitos animais são sensíveis ao calor. Então escolha bem o horário para ir, assim seu amigo não passará sufoco pelas varandas.
-  Se seu cachorro é do tipo adepto à histeria louca, pense bem antes de escolher o lugar e horário para que não incomode os demais visitantes.
-  Esteja preparado para eventualmente ser paciente e amigo dos outros animais   e donos  -  que estiverem por lá. Sabemos que muitos gostam muito de socializar e não tem nada mais chato que dono rabugento! Então deixe o mal humor em casa! :)
Aproveitem muito e em boa companhia!  Bon appetit!
São Paulo

Brasil a gosto
Nas mãos da chef Luiza Trajano, pesquisadora incansável de ingredientes novos no Brasil e mundo afora, sua refeição será - uma das melhores da cidade.
Rua Professor Azevedo Amaral, 70 – Jardim Paulistano | (11) 3086-3565

Marakuthai
A talentosa (e linda!) chef Renata Vanzzeto mostrou ao mundo desde muito nova que seu charme se estende aos pratos equilibrados e intrigantes que cria. Um misto entre o contemporâneo ocidental e o tailandês também imperdível.
Alameda Itu, 1618 – Jardim Paulista | (11) 3062-7556

Bistrô Charlô
Mentes geniais por trás de um dos serviços de buffet mais requisitados do país, Buffet Charlô, Charlô Whately e Felipe Sigrist oferecem em seu restaurante uma área receptiva para seus pets.
R. Barão de Capanema, 440 - Cerqueira César /  (11) 3087-4444

Paris 6

Dono de sobremesas, digamos, fartas, o restaurante é a opção perfeita para os insones ou baladeiros. Comidas rápidas, cardápio eclético 24 horas por dia. Ah, e sim, pet friendly.

R. Haddock Lobo, 1240 - Cerqueira César  /  (11) 3085-1595

 

Mestiço

Um dos mais elogiados restaurantes de comida típica brasileira, o Mestiço, é parada obrigatória para os apaixonados por gastronomia.

R. Fernando de Albuquerque, 277 - Consolação -  (11) 3256-3165
  

Sal Gastronomia

O super premiado chef Henrique Fogaça, nome a frente do Sal, apresenta em seu espaço convidativo para animais e donos, pratos mirabolantes, cheios de recursos e técnicas da gastronomia molecular.  

R. Minas Gerais, 352 – Higienópolis / (11) 3151-3085

Le Vin Bistro
Cantinho certeiro para um bom vinho e comidinhas francesas sempre bem feitas, o restaurante que conta com 3 diferentes pontos, é boa pedida para quem quer papear e beliscar sem precisar deixar seu filho bicho em casa.
R. Armando Penteado, 25  - Higienópolis / (11) 3668-7400
R. Pais de Araújo, 137 - Itaim Bibi  / (11) 3168-3037

Al. Tietê, 184 - Jd. Paulista  / (11) 3081-3924

 

Trindade

Comida portuguesa clássica e deliciosa em um ambiente igualmente receptivo e gostoso.

R. Amauri, 328 - Itaim Bibi / (11) 3079-4819

 

7 Molinos

Um dos melhores croissants de São Paulo? Sim, aqui você encontra. Toda a patisserie e boulagerie do lugar são de enlouquecer de boas. Além disso, sopinhas e saladas, tudo gotosíssimo, completam o cardápio.

Al. Lorena, 1914 - Jd. Paulista  / (11) 3063-4433

Banana Verde
Instalado numa casa na Vila Madalena, o lugar chama a atenção por apresentar receitas caprichadas e apresentação sofisticada. Tudo vegetariano e impecável.
R. Harmonia, 278 - V. Madalena  / (11) 3814-4828

Condessa

Localizado na charmosa Vila Nova Conceição, bairro super família e tranquilo, o Condessa parece uma casa de boneca, com comidinhas deliciosas e ainda peças de artesanato fofíssimas à venda.

R. João Lourenço, 367 - V. Nova Conceição / (11) 3842-5141

Bom Apetite


quinta-feira, 18 de junho de 2015

CASTRAÇÃO



Um país em desenvolvimento tem como forte característica a redução das taxas de natalidade humana. Sabemos o quão custoso e sério é uma nova vida. Por que então não conseguimos expandir essa conscientização para as populações animais?
Força-tarefa continua para nós da AMPARA, a castração de animais domésticos ainda gera dúvidas e divide opiniões baseadas em mitos e desconhecimento. Queremos falar um pouco sobre esta causa que defendemos incondicionalmente por ser a única medida emergencial eficaz para o controle populacional de animais que muitas vezes terminam abandonados, a mercê da própria sorte pelas ruas das grandes cidades.
Com o respaldo de nossa voluntária, a médica veterinária Beatriz Casanova Sauaia (CRMV 28.589), responsável pelo departamento veterinário da AMPARA Animal, levantaremos aqui alguns pontos cruciais para entender a relevância da castração:

UMAVet da AMPARA: A UMAVet, Unidade Móvel de Atendimento Veterinário, atenderá gratuitamente de forma periódica e planejada, se colocando a disposição de comunidades carentes, oferecendo tratamento e o procedimento de castração a fim de diminuir a proliferação de animais de rua.
Este controle é de extrema importância para a saúde e bem estar dos animais e também de nós, humanos, sujeitos a proliferação de doenças zoonoses, transmitidas por animais negligenciados.

Custo e serviços oferecidos pelo Estado: O procedimento feito por vias de clinicas particulares custa, em média, entre 100 e 900 reais, variando de acordo com a espécie, peso e tamanho do animal. O que poucos sabem é que o Centro de Zoonose de São Paulo oferece castrações gratuitas. Cada Pessoa Física tem o direito a realizar dez castrações gratuitas.
  
Mudanças comportamentais: Com a redução considerável da produção de hormônios sexuais -progesterona, testosterona e estrogênio, os animais se tornam mais serenos, mansos, caseiros e menos ansiosos, agitados, agressivos e territorialistas.

Como é feito: em jejum hídrico e alimentar, o animal é anestesiado, tornando assim o procedimento absolutamente indolor. Em fêmeas é feita a ovariohisterectomia. Nos machos é realizada a orquiectomia bilateral.
O pós operatório também é indolor, já que o animal recebe dosagens de analgésicos, antibióticos e antiinflamatórios, garantindo uma recuperação tranquila, que dura aproximadamente 10 dias.  Os cuidados pós operatórios são simples, porém cruciais: não praticar exercícios  intensos, manter uma alimentação leve e ficar atento para que os pontos e curativo sejam preservados higienizados.

Mitos que só complicam ainda mais o atual cenário:

MITO 1. “O procedimento de castração é doloroso”
REALIDADE: Todo o procedimento é feito sob efeito de anestésicos.


MITO 2. “Castrar sem que o animal cruze ao menos uma vez frustra o animal”
A REALIDADE: Os animais, diferentemente dos humanos, não são dotados deste “senso de frustração sexual”, como muitos imaginam.

MITO 3. “Machos se tornam afeminados e fêmeas, masculinizadas”.
A REALIDADE: A castração apenas reduz a produção de hormônios sexuais, mas os mesmos se mantêm presentes no organismo do animal.

MITO 4. “Castrar faz com que o animal engorde”
A REALIDADE: Se não houver mudança na alimentação e rotina de atividades físicas do animal, a atividade metabólica reduz sua atividade, propiciando o ganho de peso. É preciso sempre ficar atento, independente da idade, condições ou momento em que seu animal vive, para que ele nunca caia no sedentarismo e alimentação desbalanceada. 

Uma lista para não deixar dúvidas sobre as vantagens da castração:
  1. Castrar deixa o animal mais calmo.
  2. Torna o animal mais obediente e menos propenso a demarcar território, permitindo assim que aprenda a fazer suas necessidades no local indicado.
  3. Previne tumores dos órgãos reprodutivos.
  4. Poupa as fêmeas de desordens associadas à gravidez e ao parto, como distorcia, metrite e mastite.
  5. Inibe comportamentos sexuais indesejados, como fugas, cópula com objetos, uivos e miados excessivos nos períodos de cio.
  6. Diminui significativamente a incidência de doenças induzidas pelos hormônios reprodutivos, como tumor de mama e de próstata.
  7. Elimina o estado de excitação e inquietude por falta de cruzamento e reduz a euforia e até agressividade excessivas, causadas pela ação dos hormônios reprodutivos.
  8. Elimina a perda de sangue em cadelas e também o “assédio” que as mesmas sofrem durante o período de cio.
  9. Elimina a gravidez psicológica, comum em algumas fêmeas não castradas, cessando assim mastites, produção de leite e irritabilidade.



        
                                                  Veja o Folder da AMPARA Animal





segunda-feira, 8 de junho de 2015

Assim, de graça

Voluntário: qualquer trabalho, ação, movimento, reação biológica ou atitude que se inicia e se desdobra por vontade própria, orgânica, fluida, e não imposta, forçada ou comprada.

Agora pela outra perspectiva da história, aos olhos de um não-voluntário, a pergunta é: o que faz a coisa toda do voluntariado existir? O que acontece internamente com alguém que se voluntaria a qualquer causa ou propósito sem que haja qualquer remuneração para tal empenho?
O que faz com que o tão escasso e precioso tempo seja doado assim, de graça?

As razões são diversas, improváveis, delicadas, na maioria das vezes tão sutis que passam despercebidas e são difíceis de explicar com alguma racionalidade. Mas elas existem e são sempre a força propulsora de tal entrega. Portanto esse “de graça” pode ser sim, financeiramente gratuito, mas é riquíssimo em outros ganhos não monetários, mas sim afetivos.

Já conheci graças à AMPARA e as causas animais, voluntárias que eram motivadas por terem amor demais a doar, portanto sua entrega lhes rende aquela paz no coração que só quem ama de verdade sabe o que é. A sensação de amor correspondido, tão rara e tão sonhada.
  
Outras voluntárias se entregam graças a sua preocupação real e ativa com a saúde pública presente e o legado futuro que deixarão ao planeta. O que ganham? A sensação de dever cumprido com uma causa que lhes molesta. Estas, talvez mais racionais, de forma alguma deixam de ser extremamente passionais ao se manterem empenhadas e dedicadas num esforço que, acreditem, muitas vezes parece maior que o que podemos administrar.

Algumas integrantes, percebo que se doam à causa por tantas vezes terem sido privadas de amor pleno, por terem sido negligenciadas de amor, e por isso saberem da relevância de tal cuidado e por isso os estendem aos animais. Ganham ao descobrir nos bichos uma troca real, densa e recíproca.

Já fui eu mesma voluntária com participação bem mais ativa, mas que simplesmente não consegui equilibrar a balança da vida cotidiana, filho, casa, "filhocachorro", marido, empresa e pepinos cotidianos. Percebi que meu tempo já consumia o tal “reservatório morto” e portanto, para conseguir erguer minha empresa teria que abrir mão desta doação de tempo e atenção da parte administrativa e logística da AMPARA.  
Me via presa na labuta de produtora gráfica pensando "como elas conseguem?".
Até hoje não sei, confesso.

A AMPARA funciona num ritmo de locomotiva. Há um exército prioritariamente feminino que vira noite, vai à reunião conseguir patrocínio e apoio, distribui ração, organiza feira de adoção e tudo isso paralelamente às suas vidas “reais”.

Sei o sentimento que as move mas desconheço esse dom organizacional de se doar quando o dia já parece começar atrasado e a vida cobrando as pendências retroativas.
Aos poucos fui entendendo a matemática que resulta num verdadeiro voluntário, que vê numa causa um propósito maior e apaixonante: é preciso ser alguém que de fato não espera qualquer redenção nessa doação de si próprio. É preciso ser alguém, mais do que tudo, extremamente organizado. E o mais importante: É preciso ser alguém que se conheça o bastante para saber o que tem de melhor em si para doar.

Pode ser tempo. Pode ser colocando mesmo a mão na massa, como nossas veterinárias fazem. Pode ser conhecimento sobre finanças (afinal de contas, um grupo com dinheiro desorganizado jamais alcançaria a grandeza da AMPARA). Pode ser doando sua imagem pública, como tantos atores queridos fazem sem titubear, e o que, sem dúvidas nos fez ganhar a visibilidade merecida pela causa. Pode ser organizando um evento. Ou incentivando um amigo a não comprar, mas sim adotar. Pode ser resgatando um, um animal que seja. Ou, por que não?, financeiramente, se esta for a competência e diferencial de alguém bem intencionado?

Todos os movimentos proativos são igualmente nobres porque de fato não são trocados por moeda corrente, mas sim por combustível para a alma.

Eu descobri o que me cabia como voluntária: escrever. É o que amo fazer. É o que me da prazer. E é o que sinto conseguir oferecer para, de alguma forma, contribuir.
Todos têm uma forma a contribuir, seja para a causa que for, da forma que puder. 

Não faltam causas e tampouco quem anseie por ajuda.
E você - se o fizer da forma certa, definitivamente não ganhará dinheiro com isso, afinal de contas, quando o assunto é passionalidade e sentimentos muito mais profundos, dinheiro se torna característica secundaria.

Portanto o que sugiro ao longo dessas palavras doadas: se doe. O seu melhor. O excedente de suas mais nobres virtudes. O que não lhe exige aquele esforço sobre-humano para aprender ou se envolver. Se doe à causa que for, como puder. 

Acredite: o mundo precisa de pulsos-firmes e também passionais, e você vai descobrir o bem que faz fazer o bem.




terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Você já comprou o calendário Ampara Animal 2015?

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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Adotado aos vinte anos gato demonstra que carinho não tem idade


Por Marli Delucca

Dexter, um gato hiper sênior teve finalmente a oportunidade de dar todo o carinho para a família que ele sempre mereceu. Depois de viver anos à espera de adoção em um abrigo de animais, o felino está comprovando que os idosos são muitas vezes os melhores animais para toda e qualquer idade. “Eu amo muito este gato, e eu nunca tive um gato!”, disse Jill Williams.
Quando a família Williams decidiu que poderia adotar um gato, eles tinham muitas opções. Uma deles era um filhote, muito saudável, com impressionantes olhos cor de caramelo. Em uma família composta por duas crianças e três cães, ela estava procurando por um gato amigável, tolerante, e que poderia facilmente se adaptar à sua casa.
Vários outros filhotes de gatos também se adaptariam ao seu lar, mas Jill não pode ignorar o gato que se enrolou em suas pernas, miando alto e insistente. O gato com 20 anos de idade, com peso abaixo do normal e com o pelo áspero; uma combinação da idade e de má nutrição, era Dexter. E para finalizar ele também tem um sopro no coração bastante significativo.

Claro, que ela não sabia como seu marido, Steve, e seus dois meninos – Harry, de sete anos , e JJ de cinco anos de idade (que desde que nasceu sonhava em ter um gato) – reagiriam sobre cuidar de um gato hiper sênior.
E ela também não tinha certeza se Dexter se adaptaria a dois meninos animados, especialmente com a sua frágil saúde. Mas ela sabia que os gatos mais jovens iriam ser adotados rapidamente, e que Dexter era tão merecedor de um lar e capaz de dar carinho e amor. Mas ninguém poderia suspeitar o quanto de amor que ele tinha para dar.
Jill explicou às crianças que Dexter estaria voltando para casa com eles, mas que eles precisavam ser calmos, gentis e pacientes. A partir do momento em que Dexter chegou em sua nova casa, tudo o que ele quis foi acariciar e abraçar os meninos. E eles não poderiam estar mais felizes. Dexter agora passa seus dias com seus novos melhores amigos, especialmente JJ, que inclusive ajuda a alimentá-lo. Mesmo quando as crianças estão brincando ativamente, Dexter não foge. Ele está bem ali no centro de tudo. Ele se deita no chão ao lado deles, e abana sua cauda como se fosse um cão. Ou, então ele se senta com a cabeça no colo dos garotos enquanto eles brincam.
Mas o passatempo favorito de todos é abraçar e se aconchegar. Dexter é hiper-carinhoso. Ele sempre dá um jeito de se enroscar para ficar em seus braços, ou então esfrega sua cabeça ou seu corpo inteiro contra eles por horas. É nessa hora que ele está mais feliz, quando ele está sendo acariciado e abraçado. Dexter também conquistou os cães da família e demonstra isso se enroscando neles também.

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=gTIMFPAcfx4

Fonte: Anda - Agência de notícias de direitos animais


sábado, 3 de janeiro de 2015

"O calor é perigoso para cães e gatos"

A hipertermia pode causar desmaios, convulsões e até morte. Saiba como protegê-los do calor intenso.

Por: Daniela Macedo / Veja

"A hipertermia é o problema mais comum — e o mais grave — para cães e gatos no verão”, diz o veterinário Marcelo Quinzani, diretor clínico do Hospital Veterinário Pet Care, em São Paulo. Como eles não transpiram, a respiração é a única forma de controle da temperatura do corpo. No verão, porém, o ar quente e úmido prejudica esse mecanismo. Resultado: o animal ofega na tentativa de intensificar a troca de calor. “O risco é ainda maior para animais obesos, para cachorros com pelagem densa, como bernese e husky siberiano, e para as raças braquicefálicas — aquelas de focinho curto —, como os cães boxer, buldogue e pug e os gatos persas, que já respiram com dificuldade em condições normais”, explica Mário Marcondes, diretor clínico do Hospital Veterinário Sena Madureira, em São Paulo. Veja, a seguir, os cuidados para prevenir a hipertermia no animalzinho.

EM CASA: Nada de deixar o animal no quintal constantemente ensolarado ou fechado no apartamento abafado. Sombra (em ambientes arejados) e água fresca são questão de sobrevivência para cães e gatos. Troque a água do bebedouro várias vezes ao dia e certifique-se de que o pote não fique exposto ao sol em nenhum momento — afinal, quem gosta de água morna? Vale até acrescentar umas pedrinhas de gelo ao bebedouro. Para os gatos, que preferem água corrente, um bebedouro eletrônico pode estimulá-los a ingerir mais líquido ao longo do dia. Dica dos especialistas: borrifar água no dorso e nas patinhas ajuda a resfriar o animal. Se ele ficar ofegante, enrole-o em uma toalha molhada com água fria e deixe-o por um tempinho em frente ao arcondicionado ou ventilador.

NO CARRO: Cachorros são loucos por passeios de carro, certo? O problema é que essa excitação também atrapalha o processo de resfriamento do corpo. Portanto, nos dias muito quentes, o ar-condicionado deve permanecer ligado durante todo o trajeto — e, de preferência, evite viagens longas durante o dia. Outra recomendação dos veterinários: nunca, em hipótese alguma, deixe o bicho preso no carro, nem com uma fresta do vidro aberta e sob uma árvore. Mesmo na sombra, a temperatura no interior do veículo sobe rapidamente, e o animal pode desmaiar ou até morrer em meia hora.

PASSEIOS: Cães são leais e nunca recusam um convite do dono para passear, mas se vivessem sozinhos na natureza jamais sairiam da toca sob o sol escaldante. Não é necessário suspender as caminhadas diárias, claro, mas o ideal é reduzir o percurso e restringir os horários das saídas: antes de 10 horas e após as 18 horas. Prefira locais gramados — o asfalto quente pode queimar os coxins, aquelas almofadinhas das patas — e leve água em bebedouros portáteis. A dica das borrifadas de água fria no dorso também se aplica aos passeios. E respeite os limites do cão: interrompa o passeio do animal ofegante, que tenta fugir do sol em busca das áreas sombreadas. Por fim, cães agressivos devem usar focinheira de ferro, um modelo que não impede a abertura da boca. E atenção! Passear com cães de focinho achatado nos dias quentes, com focinheira fechada, é meio caminho andado para uma hipertermia severa.

ANTIPULGAS
: Com a proliferação de parasitas no verão, os especialistas recomendam a aplicação de produtos que protegem o animal de pulgas e carrapatos a cada três semanas. “Evite dar banho dois dias antes e dois dias depois da aplicação do produto”, ensina o veterinário Mário Marcondes.

BANHO E TOSA:
As salas de banho e tosa das pet shops são ambientes propícios para a hipertermia: o stress prejudica a respiração do animal e, com os secadores ligados o dia inteiro, a temperatura fica sempre elevada. Evite os horários de pico do calor e mantenha o pelo dos animais mais curto que o habitual. Em casa, os banhos semanais devem ser feitos com água morna, pois a água muito fria pode causar choque térmico. Por fim, use apenas a toalha para secar animais de pelo curto, e o ar frio do secador para os de pelo longo.

ATENÇÃO!

Se o animal mostrar-se inquieto, permanecer com a respiração ofegante e apresentar língua levemente arroxeada, mesmo após as tentativas caseiras de resfriá-lo, leve-o imediatamente ao veterinário, mantendo-o envolto em uma toalha molhada com água fria e, no carro, posicionado em frente à saída do ar-condicionado. “Em condições normais, a temperatura corporal não ultrapassa 39,5 graus. Se ela chegar a 40 graus, porém, só a respiração poderá ser insuficiente para resfriar o animal. Nesse caso, ele talvez precise de aplicação de soro refrigerado na veia ou até necessite ser sedado e entubado”, explica o veterinário Marcelo Quinzani.




Cuidado com o sol!
O câncer de pele não é exclusivo dos seres humanos. A exposição prolongada ao sol é responsável pela incidência de câncer de pele em cães e, principalmente, em gatos — os bichanos são mais propensos em razão do hábito de passar horas tomando banhos de sol. Como os danos dos raios ultravioleta são cumulativos, a maioria dos casos envolve animais idosos.

Sintomas: a doença começa como uma manchinha avermelhada na pele e se torna uma ferida que não cicatriza ou, se cicatriza, volta logo em seguida.
Áreas mais afetadas: regiões do corpo com pelagem menos densa. Nos gatos, as lesões malignas tendem a surgir nas pálpebras, no focinho, na parte interna das orelhas e na região entre os olhos e as orelhas. Nos cachorros, a área de risco é o abdômen.
Prevenção:
é possível proteger as áreas de pouca pelagem com protetor solar FPS 30 tradicional, desde que sem perfume e hipoalergênico. Como os gatos têm o hábito de se lamber constantemente, o ideal seria evitar os longos banhos de sol.
Tratamento:
consiste na remoção cirúrgica ou na crioterapia, em que a lesão é queimada com nitrogênio líquido. Parece simples e até pode ser, quando ela surge na barriga. Nos gatos, porém, a doença afeta pálpebras, orelhas e focinho, o que pode resultar em deformação da face. Vale frisar que, quanto mais precoce o diagnóstico, maiores são as chances de cura.
Raças com maior risco de desenvolver a doença:
animais de pelagem curta e branca. Como os tumores malignos costumam aparecer na cabeça, gatos e cães bi e tricolores, como fox paulistinha, bull terrier e whippet, também podem desenvolver a doença.

​Dieta sem riscos
: É difícil resistir à carinha de carente do cachorro diante de uma guloseima, não? Quando o alimento em questão for chocolate, ignorá-lo é a opção mais segura. O chocolate contém duas substâncias estimulantes que afetam o sistema nervoso central e fazem muito mal ao bicho de estimação: teobromina e cafeína. “Dependendo da quantidade ingerida, o chocolate pode causar vômito, diarreia, arritmia ou convulsão em cães e gatos”, diz Tatiane Marry Sipriani, clínica-geral do Koala Hospital Animal, em São Paulo. Quanto maior a concentração de cacau, maior o perigo para o bichinho. Veja outros alimentos que podem ser tóxicos para eles:
Uva: estudos apontam que a ingestão regular da fruta pode ser responsável por casos de insuficiência renal em cães e gatos.
Derivados de leite: para alguns animais, sorvete, iogurte e outros produtos com lactose podem provocar vômito e diarreia.
Alho e cebola: o consumo regular de comida temperada com alho e cebola pode afetar a produção de glóbulos vermelhos e levar à anemia.

Fonte: Veja/Abril